

Segundo romance de Vargas Llosa, A Casa Verde é, também, um de seus livros mais ambiciosos. NEle, o autor de Travessuras da menina má entrelaça a voz de diferentes personagens para narrar a história de um prostíbulo montado perto de uma das cidades mais isoladas do Peru, mudando a rotina de seus habitantes. PUblicado originalmente em 1966, o romance recebeu no mesmo ano o Prêmio da Crítica, na Espanha, e, em 1967, o Prêmio Internacional de Literatura Rómulo Gallegos, na Venezuela, como melhor romance em língua espanhola Vargas Llosa tinha apenas 29 anos quando terminou o livro. ANtes, já havia tido grande sucesso com a publicação dos contos reunidos em Os chefes (1959) e com o lançamento de seu primeiro romance, A cidade e os cachorros (1963). COm A Casa Verde, ele se firmou como um dos principais autores latino-americanos dos anos 1960. EM A Casa Verde Dom Anselmo é um forasteiro misterioso que constrói, às margens da pequena cidade de Piúra, no Peru, uma casa de dois andares, dividida em diversos cômodos, e toda pintada de verde. EM pouco tempo, os habitantes desse pacato vilarejo descobrem as verdadeiras intenções desse homem: pois mulheres desconhecidas são vistas naquela construção, que nada mais é que um prostíbulo instalado em um dos locais mais ermos do país. BAtizada de "A Casa Verde", ela não reúne somente prostitutas, corruptos e criminosos. AOs poucos, os moradores - e mesmo alguns militares - são atraídos ao local, num caminho sem volta de perdição e desespero. COm influências de William Faulkner e Gustave Flaubert, Vargas Llosa cria um texto vibrante, em que a voz do narrador se mescla à fala dos personagens, e ações do passado e do presente se intercalam num fluxo inovador.
A glimpse inside

Vargas Llosa meticulously dissects the mechanisms of authoritarian rule, showing how Trujillo’s regime permeates every layer of Dominican society. The novel exposes the cult of personality, the pervasive surveillance, and the climate of fear that sustains tyranny. By delving into the minds of both the dictator and his victims, the book reveals how power corrupts not only the ruler but also those who serve, resist, or simply endure.
Through the character of Urania Cabral, who returns to the Dominican Republic decades after fleeing, the novel explores how personal wounds mirror collective scars. Urania’s story is one of abuse, betrayal, and the struggle to reclaim agency. Her journey reflects the difficulty of confronting a painful past, both for individuals and for nations emerging from dictatorship.
Ratings at a glance
- 1The Anatomy of Dictatorship
- 2Personal Trauma and National Memory
- 3Complicity and Moral Ambiguity
- 4The Weight of History
- 5Gender, Power, and Abuse
Popular quotes from The Feast of the Goat
“When we deny the past, we become its prisoners.”
“The goat is dead, but his shadow is long.”